Entrevista Plague Rages

outubro 23, 2011 at 9:16 pm (Entrevistas)

Entrevista Plague Rages

Uma das bandas mais respeitadas do grind core nacional, a banda PLAGUE RAGES chega aos seus 15 anos de atividades com muitos história p/ contar, shows memoráveis e lançamentos, inclusive com selo estrangeiro, além de sair em diversos split’s e compilações com bandas importantes nacionais e internacionais.Segue abaixo uma pequena conversa com meu amigo Emmanuel (Mané), guitarrista, único membro da formação original.Espero que curtam. (por Tom Coala)

Salve mané!!! Mano, 15 anos de Plague ein?!!! Uma das bandas de grind mais antigas e na ativa nos dias atuais! Meu respeito pela sua resistência e seu trabalho é motivo p/ continuar com meus projetos.
Mano, como é mexer c/ grind na cena cada vez mais dominada por esses pseudos-ruídos ou barulhos domesticados?

Fala meu grande amigo Nilton, antes de tudo, gostaria muito de te agradecer pela oportunidades e também pelas suas palavras, muito obrigado mesmo. Cara acho que mexer com grind hoje em dia talvez seja tão difícil ou até mais complicado se comparamos a época em que começamos, hoje em dia as facilidades dos avanços tecnológicos ajudam muito a todos terem acesso as informações, facilitou a comunicação, etc, facilitou também para que qualquer um monte sua banda, isso é bom por um lado e muito ruim por outro, uma vez que hoje temos até uma quantidade boas de bandas por aí, no entanto algumas ou não tem qualidade boa (muita gente grava em casa sozinho e lança um disco por semana se quiser e muitas vezes a qualidade disso é horrível) ou não tem atitude, ou não tem ambos hahaha.

Tipo, hoje muita gente tem banda, mas não corre atrás de organizar shows, montar coletivos, lançar material, editar zines/ blogs, quer tudo de mão beijada e ainda reclama. Isso faz com que manter uma banda ativa, lançando material e fazendo shows seja um caminho bem mais árduo do que era há 15 anos atrás.

Um bom exemplo disso é que não há festivais de grindcore hoje no país, a galera mais ligada ao gore organiza shows bem legais e que abrem espaço para o grind (e sempre lembram da gente – valeu galera), mas pela quantidade de bandas grind que existem hoje, já deveríamos ter um festival no porte do Obscene Extreme (Rep. Theca), por exemplo.

No meu ponto de vista, ter uma banda ainda não deixou de ser gratificante, por isso continuamos ativos até hoje e pretendemos estar por muito tempo ainda.

Comente sobre o último lançamento da Plague e quando que vai chegar uma cópia aqui p/ os irmão da roça? Suhaushua
Então, o último material que lançamos foi o split cd com o Mesrine e cá para nós gosto muito desse material, já o próximo lançamento será um full cd, será lançado na gringa e é um álbum conceitual, totalmente baseado no filme “’ Os 12 Macacos”, serão 26 sons muito brutos, bem grind, barulhento e detonador de tímpanos hahaha. A previsão é que em dezembro nossas cópias estejam em nossas mãos, não vejo a hora de pegar esse CD nas mãos. Em breve entraremos em estúdio novamente e desta vez para gravar sons para o split cd com o Foible instinct da Ucrânia.

Mano, eu tenho uma coletânea antiga p/ caralho chamada 100 % União – Brazilian hardcore que vocês saíram c/ várias bandas fudidas e um split c/ o UnhoLy Grave que você me deu faz uma cara também.Em ambos, a banda mantém a mesma postura, a mesma idéia…depois de 15 anos, o que mudou na Plague?

 

Muito legal que você tenha esse material Tom, ambos representam fases distintas do Plague Rages, já que amadurecemos muito nesses anos, essa com certeza foi a maior mudança no Plague Rages, o amadurecimento que foi adquirido através das experiências que vivemos tanto na banda quanto em nossas vidas particulares já que uma sempre influencia a outra e vice versa. Nossa vontade de tocar, protestar, contribuir com a cena, fazer amizades também mudaram, estão maiores agora hahaha, se não fosse por isso já teríamos desistido, além disso, sempre temos objetivos com a banda, isso faz com que sempre estejamos correndo atrás de algo, sem nunca desanimar.

 


Como anda os show aí na capital? Qual tem sido o perfil das bandas que vocês tem tocado?

 

Os shows por aqui estão cada vez mais escassos, muitos locais de shows fecharam e também hoje em dia esta acontecendo de muitos skinheads (que se dizem antifa) colarem em roles punks, o que faz com que muita gente não cole em shows mais hoje. Então temos tocado muito pouco aqui na capital.  Com relação a bandas, temos muito contato com a galera das bandas Obito, Macgayver the Animal, Narayama, etc, essas bandas são amigas, sempre nos roles e shows conosco e são pessoas ativas e interessadas na cena

E a cena grind, crust, noise, etc…como você vê ela hoje, no Brasil e no mundo?

 

Eu acho que tem uma quantidade legal de bandas de grind no Brasil, de Crust também,mas o noise está praticamente extinto. Infelizmente as bandas desse estilo por aqui sumiram. No resto do mundo acho que a coisa esta um pouco melhor, vejo muitos selos especializados em grind/ crust, festivais grandes (novamente cito o Obscene Extreme da Rep. Theca), etc, sempre vejo boas bandas de grind surgirem na gringa e isso é muito bom, melhor ainda quando elas vêem para o Brasil hahahahah.

Aqui no Brasil novamente cito a nossa falta de organização, se nos juntarmos mais creio que podemos atingir níveis ainda maiores com a nossa cena.


Mano, espero ver você e a Plague em breve aqui na roça…continuemos firmes e convictos…precisar tamô aí! Espaço aberto aí p/ você. Abraços carismáticos!!

 

Tom novamente agradeço muito pela oportunidade cara. Parabéns pelo blog veio, saiba que até hoje considero o show que fizemos aí em 2007 um dos melhores que o Plague fez em toda sua história e que gostaríamos muito de tocar por ai novamente. Agradeço a todos que leram essa entrevista (valeu pela paciência), quem quiser pode entrar em contato, será um prazer fazer novas amizades. Abraços!!! In grind we crust.

2 Comentários

  1. Mané disse,

    Muito foda Tom, valeu mesmo pela oportunidade cara.

    Abraços!!!

  2. Marcelo disse,

    Demais em Irmão

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